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Estágio facilita ingresso no mercado


O Brasil tem mais de 1 milhão de estagiários, renda extra e experiência profissional são as principais vantagens.

Garantir a entrada no mercado de trabalho. Foi com esse objetivo que o estudante Flávio Silva Neves, do 3º ano do curso de Administração de Empresas com habilitação em Marketing, decidiu procurar pelo estágio profissional. Com um estágio adquirimos um importante conhecimento para o futuro; acredito que terei mais chances no mercado com relação às outras pessoas que nunca trabalharam ou que  atuam em outra área , salienta. Com a inclusão no mercado, Neves consegue driblar uma outra estatística: 32%  dos jovens com idade entre 16 e 24 anos não têm em- prego, segundo levantamento do Dieese. É o maior por- centual por faixa etária.  No Brasil, são mais de 1 milhão de estudantes estagiários
segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas  de Estágio (Abres). Cerca de 60% seriam alunos de curso  superior enquanto o restante - 40% - seriam do Ensino Médio (com idade a partir dos 16 anos). As ofertas de vagas, de acordo com a Abres, de ocupação formal. A maior parte dacompanham os índices os estágios oferecidos são para estudantes do curso de Administração de Empresas, Marketing e Publicidade, Engenharia (com qualquer habilitação) e Direito. Aproximadamente 25% dos estagiários são efetivados na empresa depois da graduação.

O estágio, atualmente, tem dois focos: a do estudante carente do Ensino Médio e a do superior, com alunos que falam inglês fluente e que conseguem uma chance porque as empresas estão em busca de novos talentos , salienta o presidente da associação Carlos Henrique Mencaci. Por isso, na opinião dele, o estágio no Ensino Médio é um importante fator de inclusão social, principalmente, para os jovens não profissionalizados .

Com o estágio o aluno é obrigado a permanecer na escola e vai aprender um ofício. Essa inserção social vai elevar a sua auto-estima porque ele será tratado com respeito e vai afastá-lo do que não é saudável à sua convivência , salienta Mencaci.

Ele lembra que os jovens, principalmente os carentes, formam o maior grupo sem emprego justamente pela falta de qualificação. São pessoas que, conforme Mencaci, não chegarão a cursar uma universidade por falta de condições financeiras e de conhecimentos básicos.

O outro foco do estágio abrange os estudantes universitários com outra realidade sócio-econômica, de acordo com o presidente da Abres. Neste grupo estão os jovens que precisam pagar a faculdade. Agora estamos falando de uma pequena parcela da população, uma vez que só 15% dos brasileiros frequentam um curso de nível superior; 13% - dos 15% dos brasileiros - têm dificuldades para pagar seus estudos e terão que viabilizar isso de alguma forma e, além disso, ele vai adquirir experiência profissional , informa.

Lei - A lei que rege os estágios afirma que as contratações não são regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho e, portanto, não criam vínculo empregatício e não há incidência de encargos sociais. A remuneração é feita na forma de bolsa-auxílio e o valor é definido a partir de acordo entre as partes. É obrigatório, no entanto, a contratação de um seguro de acidentes pessoais para o estagiário. Se não houver esse seguro há caracterização de vínculo empregatício.  

 



FOLHA DE LONDRINA

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