Alunos falam do Projeto Rondon/Inesul

 

 

Os integrantes do Projeto Rondon/Inesul compartilham uma mesma visão sobre o nordeste quanto à população local e condição social do lugar: é uma região de pobreza e muita falta de recursos, mas tem uma população acolhedora e dona de uma riqueza moral impressionante. Alguns integrantes mencionam até que foram para ensinar, mas aprenderam muito mais. Os oito alunos do Projeto foram os selecionados dos cento e dois inscritos da Faculdade Inesul.

 

No retorno das atividades os rondonistas, como são chamados os que participam do Rondon, relatam sua experiência, suas atividades e também o aprendizado que tiveram.

 

Rubens Aparecido dos Santos conta que fez muita amizade nessa viagem e o que aprendeu lá não se aprende em escola. Sua atividade, juntamente com Elizangela Damázio Galvagni, foi na área de farmácia hospitalar, laboratório de análises clínicas e nutrição. “Fizemos o tipo de uma consultoria em farmácia hospitalar e laboratório de análise clínicas e fizemos sugestões para melhoramentos daqueles locais”, esclarece Rubens. “Na parte de nutrição elaboramos uma palestra com pré e pós questionário, fizemos levantamento dos dados, diagnosticamos a alimentação daquele povo e realizamos sugestões para melhoria”. O estudante esclarece que o objetivo da equipe foi de formar capacitadores e dar o instrumento para eles continuarem o trabalho.

 

Elizangela Damázio Galvagni enfatiza: “foi uma experiência inesquecível. Levamos muita informação, fomos recebidos de braços abertos, um carinho que não encontrei em outro lugar; mas o principal é que a gente trouxe muita informação de lá; nós aprendemos muito”. “É um lugar de uma realidade totalmente diferente da nossa. São dois extremos: quem tem tem muito, quem não tem não tem nada, e mesmo esses que não têm nada te oferecem o pouco que têm”. Uma das atividades de Elizangela foi de dar palestra sobre alimentação saudável e informações sobre uso dos alimentos regionais, principalmente o babaçu, na alimentação dos moradores locais.

 

Eduardo Henrique Selhorst trabalhou com os temas educação inclusiva, drogas, cultura e identificação de sinais de necessidades especiais. Ele ressalta a importância da convivência com as pessoas para que se possa trabalhar no projeto. Eduardo também destaca o papel do coordenador do projeto: “O professor Feronato estava realmente preparado. Tudo o que ele falou para nós aconteceu”. Eduardo relata que o professor instruiu os alunos com dicas como a de não usarem muito o slide-show porque as pessoas poderiam se inibir e que algum público ia aparecer, outro não. “Ele tinha tudo muito bem planejado; apesar de sempre ter surpresa, correu tudo muito bem, conseguimos finalizar todas as atividades”. “O que mexeu muito com a gente foi o lado cultural das pessoas, eles têm um valor moral muito grande, são muito humildes, muito felizes, receberam a gente como se fôssemos amigos há anos, foi um ótimo aprendizado mesmo”.


Fábio Luiz Gambaroto trabalhou com escolinha de handebol e atletismo com as crianças do município; desenvolveu uma maratona de oito quilômetros e meio, com divulgação entre a população. “O handebol foi um pedido do prefeito, ninguém conhecia; as crianças lá estão acostumadas só com futebol”, esclarece o rondonista. As crianças gostaram das novidades, e quanto ao seguimento do projeto Fábio explica: “Tem uma proposta de ter continuidade. Foi deixado o projeto da escolinha e bolas para o pessoal continuar o projeto”.

 

Para Thaís Furini a experiência de participar do Projeto Rondon foi maravilhosa. Ela relata que tudo transcorreu bem, apenas tiveram um atraso no vôo do Rio de Janeiro, fora isso não teve empecilho. Interrogada se ela adaptara-se bem à realidade tão diferente Thaís declara: “A população de lá é muito amorosa, foi o que ajudou bastante a gente a suprir a falta da nossa família”. “Foi fácil, em vista do que nós estávamos pensando, nós estávamos achando que seria mais difícil por causa da convivência, por ser todo mundo diferente, mas foi tudo maravilhoso, desde a convivência com a outra equipe de Rio Grande do Sul, até com a população de Paulo Ramos”. A atividade de Thais foi o levantamento de dados da saúde materna e infantil do município comparativamente aos últimos três anos; essa atividade estava no cronograma e foi também um pedido do prefeito do município. A estudante também trabalhou com o tema da sexualidade. No local são precárias as informações sobre DST, prostituição, métodos contraceptivos e planejamento familiar.

 

O rondonista Edson Carlos Sassi trabalhou com o tema de intercâmbio cultural, resgate cultural, primeiros socorros e incentivo à leitura. Ele também ajudou a equipe nas outras atividades. Sobre a recepção da equipe pela população local Edson compartilha a impressão dos demais: “Uma das coisas que mais impactou lá foi o acolhimento da população, não deixou em nenhum momento a gente sentir falta de casa”. Como dificuldade Edson cita a falta de água, mas que sempre de algum modo eles resolviam e que a experiência superou as dificuldades e contribuiu para a sua área de atuação: “Eu sou aluno do curso de Enfermagem e consigo ver pelo lado mais humano e não tanto do lado técnico”.

 

O estudante Hugo Oliveira da Mota também trouxe uma boa impressão da população com quem a equipe trabalhou: é acolhedora, e o sentimento que ela passou para a equipe é inexplicável. “É uma experiência que para você entender é só vivendo”. O rondonista desenvolveu como atividade principal o tema de atendimento ao público e relação interpessoal, outras atividades foram de apoio à equipe. Hugo destaca que a comunidade tem aprendido bem o conhecimento que a equipe repassou, mas ele acredita que a comunidade com sua cultura acabou ensinando mais para a equipe. E para a sua vida profissional o rondonista concorda que a experiência contribuiu muito. “É um crescimento muito grande”, acrescenta.

 

A estudante de Enfermagem Mara Cristina de Oliveira não estava presente no momento das entrevistas. Ela participou do Projeto Rondon com plano de atividade junto a profissionais da rede municipal e estadual de ensino para capacitação no atendimento a crianças com necessidades especiais. Também trabalhou em centro cirúrgico com adequações normativas dentro da realidade da comunidade local para melhoria de condições.

 

A Faculdade Inesul parabeniza os participantes do Projeto Rondon pelo exemplo de solidariedade e oportunidade de aprendizado.

 

Conheça os integrantes do Projeto Rondon/Inesul:

 

 

Rubens Aparecido dos Santos
Rubens Aparecido dos Santos

Elizangela Damázio Galvagni
Elizangela Damázio Galvagni

Eduardo Henrique Selhorst
Eduardo Henrique Selhorst

Fábio Luiz Gambaroto
Fábio Luiz Gambaroto

Thaís Furini
Thaís Furini

Edson Carlos Sassi
Edson Carlos Sassi

Hugo Oliveira da Mota
Hugo Oliveira da Mota

Mara Cristina de Oliveira
Mara Cristina de Oliveira



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