CIDADES - Iluminação pública tem licitação de R$ 2,6 mi
A Prefeitura de Londrina deve abrir apenas no ano que vem os envelopes com o resultado da última licitação, no valor de até R$ 2,6 milhões, do governo Nedson Micheleti (PT) no setor de iluminação pública. Diante dos problemas recorrentes no setor, que provocaram protestos da população em regiões de Londrina, o secretário de Obras Aloysio Crescentini fez ontem uma autocrítica: lamentou ter demorado demais na elaboração dos projetos de iluminação que, apenas no fim do governo, foram concluídos. É o caso do Lago Norte (zona norte), Zerão (centro) e de dezenas de praças em todas regiões de Londrina.
“Se fizermos uma retrospectiva, todos esses procedimentos deveriam ter sido feitos antes. Fiz a Avenida Ayrton Senna no peito, terminei a duplicação da Goiás na raça e fui parar até na delegacia em discussões com moradores. Mas pelo menos está pronto. Com a iluminação foi muito mais difícil”, admitiu.
Durante os últimos dois anos, a Secretaria de Obras lançou licitações que foram torpedeadas com freqüência na Justiça por empresas interessadas - o que atrasou o fim da escuridão em muitas áreas da cidade. “Se tivesse agido mais firme, pelo menos agora a cidade estaria melhor iluminada.”
O modelo ideal, afirma o secretário, é o de licitações menores por áreas, impedindo que um único edital enfrente bloqueios judiciais: “Quando fizemos uma só com valor alto, a cobiça das empresas atrapalhou.” Crescentini sustenta, no entanto, que as instalações mais urgentes foram feitas no governo Nedson e que caberá ao próximo prefeito o desafio de elaborar um inventário de todo o sistema público de iluminação sob responsabilidade da Prefeitura.
Atualmente, as diferenças entre modelos de postes, luminárias, lâmpadas e instalações deixam a Prefeitura amarrada – e moradores no escuro. Não há estoques suficientes dos equipamentos destruídos pelo vandalismo ou desgastados pelo tempo. “Vou deixar o edital pronto. Se o próximo prefeito preferir, pode dar continuação”, diz o secretário.
Lâmpadas de sódio e não de mercúrio
A última licitação da Secretaria de Obras deste governo objetiva pagar até R$ 2,6 milhões para empresas que arrematem um ou mais lotes entre cinco. Será feita a troca de lâmpadas de mercúrio por sódio nas regiões central, norte, sul, leste, oeste e distritos rurais de São Luiz, Guaravera, Lerroville, Paiquerê, Irerê e Maravilha, além dos patrimônios Regina, Selva e Guairacá. Terá preferência a troca de lâmpadas no entorno de todas as escolas municipais - um pedido da Câmara de Londrina. As propostas devem ser abertas em 13 de janeiro. O gerente de Iluminação Pública, Antonio Sokoloski, explica que as lâmpadas de sódio que tomarão o lugar das de vapor de mercúrio – mais tóxicas – chegam a gastar quase metade da energia necessária: “A iluminação [de lâmpadas de vapor de mercúrio] em uma rua da periferia consome 125 watts enquanto a de sódio gasta cerca de 70 watts. Vai ajudar na economia”, atesta Sokoloski. Embora as lâmpadas de sódio pareçam iluminar menos, o gerente assegura que são as mais modernas, usadas nas grandes cidades brasileiras.